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A REFORMA PROTESTANTE

Martinho Lutero, que nasceu em 1483, não foi o único a desejar uma reforma na vida da Igreja. Ele teve precursores, chamados “pré-reformadores” - como Pedro Valdo, John Wycliff, John Huss e tanto outros -, os quais preparam o caminho, desde o século XII, para a consumação de um movimento de mudanças que se tornou evidente a partir do século XVI. De igual modo, evidentemente, Lutero não conduziu sozinho o movimento de Reforma. Com ele devem ser destacados também, dentre outros: Thomas Müntzer, Melanchton, Zuínglio, João Calvino, John Knox.
 
Até pouco tempo atrás, os historiadores não viam nenhuma dificuldade em concordar a respeito de uma definição geral da Reforma, pressupondo que estivesse quase totalmente relacionado com a religião. Reforma tem sido um termo usado para descrever o complexo conjunto de fatos que se desenvou a partir do século XVI, pelo qual uma significativa minoria dos membros da Igreja Católica foi perdida para as novas igrejas protestantes que se estabeleceram como rivais de Roma. (...) Não se pode negar que a Reforma se converteu em mudanças na organização, nas crenças e nas práticas religiosas. O que se quetionará é se o problema era realmente esse. (...) Segundo alguns historiadores, a Reforma só pode ser bem compreendida quando se admite que foi fundamentalmente uma revolução social (...) A meta primordial era eliminar o controle social exercido pela igreja. Outros historiadores sustentam que a Reforma na Alemanha foi basicamente uma questão política. Por um lado, ela é vista como um primeiro exemplo do nacionalismo alemão, por outro, é descrita como um instrumento utilizado pelos governantes locais para eliminar a influência externa sobre os seus territórios. (...) Para alguns historiadores, a Reforma na Alemanha foi principalmente uma questão econômica. Havia a perspectiva de ganhos financeiros: do camponês mais humilde, que equivocadamente imaginava que não mais teria de pagar dízimos (ou impostos) à igreja, ao príncipe que a possibilidade de tomar para sí as terras da igreja. Há aqueles que vêem a Reforma como parte das mudanças radicais que ocorriam no modo de a maioria das pessoas pensar na vida, na existência e nas idéias que tinham a seu respeito. (...) Todas essas interpretações têm como base o fato de colocar-se a Reforma no contexto mais amplo. Todas essas idéias sobre a Reforma contêm elementos de plausiilidade. Quem acredita que a Reforma tem que ver principalmente com mudança social, política, econômica ou intelectual, deve procurar suas causas nestas áreas; mas até mesmo essas pessoas têm de levar em conta as quesões religiosas com muito cuidado para explicar por que a Reforma ocorreu dentro de um quadro religioso. 

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