Quebrando o Ciclo de Masturbação

Quebrando o Ciclo de Masturbação

Considere o que isso significa para a masturbação. Na mitologia popular, a masturbação é o menor dos dois males: é melhor masturbar-se do que encontrar alívio no sexo extraconjugal.

A Bíblia não fala explicitamente sobre masturbação. No passado, os cristãos costumavam condená-la, mas tornou-se mais comum nos últimos anos sugerir que essa prática pode ser legítima. Talvez os cristãos do passado tenham sido influenciados por visões negativas da sexualidade; por outro lado, talvez hoje sejamos influenciados por psicologias seculares sub-bíblicas. Como a Bíblia não se refere explicitamente à masturbação, devemos ser cautelosos em fazer uma condenação geral. Mas, ao pensar em masturbação, considere o seguinte.

Primeiro, é um pecado fazer sexo com alguém que não seja seu cônjuge, mesmo que esse sexo ocorra apenas em sua mente. O fato é que a masturbação é praticamente impossível sem que se recorra a fantasias sexuais, e você precisa confiar que essas fantasias honram a Deus.

Segundo, a masturbação não alivia a tensão sexual, exceto em uma perspectiva, prioritariamente, de curto prazo. Ela a abastece. Ela reforça pensamentos sexuais e, geralmente, faz com que a tentação volte com mais rapidez e intensidade. Essa é uma das razões pelas quais as pessoas pensam que não conseguem parar de se masturbar. Estão aprisionadas em um ciclo vicioso de desejo, que, na verdade, é reforçado cada vez mais pela liberação temporária da masturbação. Todo ato de masturbação ímpia aumenta o poder da lascívia sobre sua vida. Não resolve nada. De fato, só agrava o problema.

Terceiro, a masturbação não envolve a abnegação, que é parte integrante da relação sexual. Trata-se de uma expressão egoísta do sexo fora da aliança do casamento. Existem exceções a essa regra. A mais óbvia é a masturbação mútua dentro do casamento; outra é quando faz parte de algum tratamento de fertilidade. Mas, na maioria das vezes, é um ato de amor a si próprio.

Na melhor das hipóteses, então, a masturbação é repleta de perigos. Para usar a linguagem bíblica: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1Co 6.12).

Então, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

• Minha prática de masturbação envolve fantasias sexuais inapropriadas?
• Estou no controle dessa prática ou estou sendo dominado por ela?
• A prática de me masturbar é benéfica? Fortalece meu casamento? Melhora meu serviço a Deus?
• A prática de me masturbar é algo que eu posso fazer para a glória de Deus?

O fato de você usar pornografia é um sinal claro de que sua masturbação é ímpia e doentia! Evidentemente, está fora de controle e produz frutos nocivos em sua vida.

Você pode estar se masturbando há anos. Pode ter-se tornado a maneira normal de aliviar a tensão, o tédio ou o estresse. A vida sem ela parece inconcebível; seu domínio sobre sua vida parece completo. Mas descobri que muitos homens conseguem parar com a prática da masturbação habitual mais rapidamente do que imaginam. Quando se convencem de que a vida sem masturbação é melhor do que a vida com masturbação, o ciclo virtuoso entra em ação.

Todo ato de resistência fortalece sua determinação para a próxima vez. A santidade vai sendo reforçada. Não há soluções rápidas, mas os hábitos de pensamento podem ser realinhados tanto quanto os hábitos de ação.

Deixe seu comentário

Please enter your name.
Please enter comment.