Venezuela persegue Cristãos

Venezuela persegue Cristãos

Com 42 pontos na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020, a Venezuela ficou em 69º lugar, não figurando entre os 50 principais países. A pontuação do país subiu 1 ponto em comparação à LMP 2019, quando ficou na 71ª posição. A razão para o aumento de 1 ponto é um aumento da pressão na esfera da igreja. Os líderes da igreja que apoiam aqueles que são considerados traidores pelo governo do presidente Maduro e as igrejas que fornecem alimentos ou serviços de saúde aos cidadãos vulneráveis enfrentam perseguição pelo governo.

 

As autoridades da Venezuela não permitem oposição ou críticas ao governo. Isso significa que os líderes da igreja, grupos cristãos e organizações cristãs arriscam receber uma ação governamental contra eles se suas atividades religiosas envolverem denúncias de irregularidades e ilegalidades do regime (inclusive corrupção e violações dos direitos humanos) ou se apoiarem líderes da oposição. Essa ação pode levar a ameaças, ataques à igreja, difamação, prisões arbitrárias, vigilância, censura, limitação no uso de serviços públicos e falta de acesso a bens, como alimentos e saúde. Devido à crise socioeconômica do país, o governo tira proveito das necessidades básicas de todos os cidadãos para manipulá-los. O acesso fácil a alimentos, medicamentos e educação é reservado aos apoiadores do partido no poder.

 

Além disso, as crianças enfrentam doutrinação contínua da ideologia socialista nas escolas estaduais, violando o direito dos pais de educar os filhos de acordo com as convicções cristãs. Alguns cristãos também enfrentaram ameaças e violências praticadas por guerrilheiros colombianos (localizados em solo venezuelano) que apoiam o regime.

 

“Meu pedido é que o povo de Deus, chamado para servir ao Senhor, permaneça firme no chamado e avance na missão confiada a ele. Essa situação não deve nos fazer recuar, mas avançar em ganhar a Venezuela para Cristo.”JACOBO FARIAS, LÍDER CRISTÃO DA VENEZUELA

 

Em maio de 2019, em Táchira, dois motociclistas da Guarda Nacional causaram pânico ao entrarem em uma igreja católica no final da missa. Cerca de outros 40 membros da Guarda Nacional tentaram invadir a igreja, jogando gás lacrimogêneo. Pelo menos um cristão ficou ferido.

Em abril de 2019, em Táchira, membros do grupo de guerrilha colombiano ELN (Exército de Libertação Nacional) ameaçaram matar um padre católico romano, junto com 11 membros da oposição e suas famílias, se seguissem instruções do líder da oposição, Juan Guaidó.

Em novembro de 2018, em Caracas, a polícia nacional bolivariana da Força de Ações Especiais invadiu o prédio onde o pastor Yiovanni José Roca Gil estava hospedado com a família, o prendeu e em poucos minutos o matou. Ele era suspeito de fornecer apoio aos oponentes do regime.

 

 

 

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